F2

Investigado por corrupção, pai de Markelov é preso no fim de semana em operação feita pela polícia russa

A família Markelov vai enfrentar uma difícil situação nos próximos tempos. Nesta semana, Valery, pai de Artem, foi preso por estar envolvido em uma investigação de corrupção na Rússia. O empresário é acusado de pagamento de suborno
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Arten Markelov (Foto: Renault)
A família Markelov sofreu um duro golpe nesta semana. Valery, pai de Artem, hoje na F2 e no papel de piloto de testes da Renault, foi preso por estar relacionado a um caso de corrupção que está sendo investigado na Rússia.
 
De acordo com a publicação russa ‘Fontanka’, Valery foi detido em Sóchi durante o GP de F1 sob a acusação de pagar suborno ao ex-chefe do Ministério do Interior, Dmitry Zakharchenko, que também está sendo investigado. 
 
Valery é co-fundador da Lengiprotrans, que faz parte do 1520 Group. De acordo com informações da imprensa russa, Markelov pagou cerca de ₽ 2 bi [cerca de R$120 bi] a Dmitry. As investigações apontam que Zakharchenko era o chefe do serviço de segurança do 1520 Group, constando até mesmo na folha de pagamento.
O carro de Markelov com o adesivo do 1520 Group (Foto: FIA F2)
A Lengiprotrans é a maior empreiteira contratada pela Russian Railways, que financia a carreira de Artem. Fontes disseram que Valery já foi transferido para Moscou e nesta tarde vai ao tribunal para saber qual vai ser seu destino. 
 
Artem está em sua quinta temporada defendendo a Russian Time. Ele foi anunciado como piloto de testes e desenvolvimento da Renault no mês de fevereiro deste ano. O russo ainda corre com o nome da 1520 Group estampando seu carro.
 
Em fevereiro de 2018, a Forbes Rússia divulgou uma lista dos ‘reis dos contratos governamentais’. Quem aparece no topo é Alexey Krapivin, um conselheiro do ex-chefe da Russian Railways. A lista também apresenta Valery e Boris Usherovich, que eram parceiros do pai de Krapivin. O grupo de Markelov e Usherovich recebeu, em 2017, cerca de $3 bi [aproximadamente R$ 12.5 bi] em contratos do governo.