F1

Petrobras indica quebra de acordo de parceria técnica com McLaren às vésperas de lançamento do MCL34

O GRANDE PRÊMIO apurou que a Petrobras está muito perto de romper acordo com a McLaren, em uma parceria técnica que durou apenas uma temporada e sem ter tempo de iniciar o fornecimento de combustíveis e lubrificantes. Tudo por conta da revisão da política de patrocínios promovida pelo Governo Federal
Grande Prêmio / FERNANDO SILVA, de Sumaré / RODRIGO MATTAR, do Rio de Janeiro

O acordo de parceria técnica entre Petrobras e a McLaren caminha para seu fim nos próximos dias. A revisão na política de patrocínios e planejamento de publicidade promovida pelo novo Governo Federal faz com que o patrocínio, que também envolveria a partir de 2019 o desenvolvimento de combustíveis e lubrificantes para a equipe britânica, corre grande risco de ser encerrado nos próximos dias, apurou o GRANDE PRÊMIO.
 
Assim, a expectativa é que a Petrobras sequer tenha sua marca estampada no novo carro da McLaren, o MCL34, que vai ser apresentado nesta quinta-feira (14), às 10h (horário de Brasília), em Woking, sede da equipe na Inglaterra.
 
Em reportagem publicada pelo blog Olhar Olímpico, do UOL, o jornalista Demétrio Vecchioli informa que o desejo do novo Governo Federal é que a Petrobras deixe de investir na McLaren, direcionando o patrocínio para o financiamento do Bolsa Atleta. 
A Petrobras corre "seríssimo risco" de encerrar parceria com a McLaren após mudança de política de patrocínios da empresa (Foto: McLaren)
Segundo a reportagem, partiu do novo presidente da estatal, Roberto Castello Branco, a decisão de retirar o patrocínio à McLaren. O valor investido por ano é £ 10 milhões (ou R$ 48 milhões, na cotação atual), informa o colunista Lauro Jardim.
 
O GRANDE PRÊMIO entrou em contato com a petrolífera brasileira e questionou sobre a manutenção ou não do patrocínio à McLaren. A empresa confirmou a mudança de planos para o futuro próximo. 
 
“A Petrobras está revisando sua política de patrocínios e seu planejamento de publicidade, em alinhamento ao novo posicionamento de marca da empresa, com foco em ciência e tecnologia e educação, principalmente infantil. Os contratos atualmente em vigor (que é o caso da parceria tecnológica com a McLaren) estão com seus desembolsos em dia”, informou.
 
Na esteira disso, o GRANDE PRÊMIO apurou que o rompimento do acordo corre "seríssimo risco" de se encerrar antes mesmo de chegar a cumprir com o seu objetivo, anunciado há um ano, quando Zak Brown, diretor-executivo da McLaren, anunciou a união da Petrobras com a equipe britânica.
 
“Como parte do acordo, a Petrobras, por meio do seu centro de pesquisas, vai desenvolver gasolina e lubrificantes especialmente formulados para o time a serem usados na temporada 2019. A empresa vai ter um laboratório nos boxes da McLaren durante os treinos e corridas, permitindo análises em tempo real do desempenho de combustível”, declarou à época o dirigente norte-americano.
 
Com a grande possibilidade de rompimento da parceria entre McLaren e Petrobras, fica a dúvida sobre a situação do brasileiro Sergio Sette Câmara. O mineiro, que vai disputar a temporada 2019 da F2 pela equipe francesa Dams, foi anunciado no fim do ano passado como piloto de testes e desenvolvimento da McLaren, tendo a Petrobras como responsável pela ponte para o acordo com o time de Woking